Miami
Miami, capital da inovação com estilo latino?
Silvina Moschini
Sep, 2013

A possibilidade de converter Miami na capital tecnológica da América Latina desperta entusiasmo entre os investidores e empreendedores locais. Ademais destes sinais alentadores, o desafio consiste em gerar um ambiente estimulante que contribua à inovação.

Se de cidades norte americanas influentes no referente ao crescimento tecnológico se trata, Seattle, Boston e Austin levam na frente, mas pode Miami converter-se em uma espécie de "Silicon Valley" com acento latino e sol tropical? A resposta é sim. Não só Miami poderia incluir-se à lista, senão que poderia alcançar este estado com personalidade e bastante estilo.

Por isto, há muitos interessados em acrescentar o perfil tecnológico da cidade. A aceleradora de negócios Venture Hive, a company builder Rokk3rLabs e The Lab Miami são alguns dos jogadores que alimentam o otimismo reinante.

É necessário reconhecer que ainda estamos nas primeiras etapas. Jerry Haar, diretor do Pino Global Entrepreneurship Center da Universidade Internacional de Florida, admite que um dos pontos mais fracos de Miami é que carece de "buques insignia" que gerem um ecossistema de startup. É importante lembrar a inegável influência que Google teve em Silicon Valley, a função da Microsoft em Seattle e a importância de Dell para Austin.

O talento fomenta talento

Parece claro que o futuro de Miami como centro tecnológico dependerá de sua capacidade para incentivar o talento dos empreendedores latino-americanos. Se as regiões do mundo, como Estônia e Israel estimularam o desenvolvimento de pequenos startups que logo podem converter-se em atores importantes na era digital, podemos esperar que América Latina, impulsionada pelas qualidades que Miami tem para oferecer, possa alcançar resultados similares ou inclusive melhores.

Para alcançar este objetivo, contudo, se requere algo mais que isenções de impostos e disponibilidade de capital. Temos muito que aprender de Israel, que se converteu no país com o terceiro maior número de empresas que cotizam no Nasdaq (detrás só dos EUA. e China). Os incentivos para conseguir uma cultura da inovação e a geração de ambientes estimulantes de suas etapas iniciais foram sido algumas das chaves para a auge da tecnologia.

Um horizonte alentador

Exemplos em Israel e Estônia nos permitem ser otimistas mas, ao mesmo tempo, nos obrigam a pensar na responsabilidade de criar um ambiente que estimule a criatividade.

Além disso, Miami pode esperar grandes vantagens de sua condição implícita de enlace entre Estados Unidos e os países latino-americanos.

É muito prometedora a perspectiva de Miami como uma autêntica incubadora de startups. Mais além dos esforços essenciais necessários para fortalecer a oleada de projetos inovadores, a cidade está facultada por forças financeiras suficientes e, sobre tudo, pelo estímulo de uma região emergente.